terça-feira, agosto 23, 2016

A Luta 23.08.16


"O euro e as mentiras" 23.08.16

"O euro e as mentiras"

"Prontos para competir: Será que Bavar-373 é concorrente do S-300 russo?" 23.08.16

No domingo (21) o presidente iraniano Hassan Rouhani apresentou o sistema de defesa antiaérea Bavar-373 que é capaz de atingir alvos a altitudes elevadas e é semelhante ao S-300 russo.
A produção do sistema de defesa antiaérea começou depois de o contrato de fornecimento de S-300 por Moscou a Teerã ter sido posto em questão em 2010. 
Entretanto, altos funcionários do Irã declararam repetidamente que o sistema produzido por eles é um análogo completo do S-300 russo, ou pode ser mesmo um sistema mais potente.
Hoje em dia o Irã tem à sua disposição ambos os sistemas, o Bavar-373 e o S-300. Será que eles vão ser concorrentes? "Do ponto de vista técnico é difícil hoje avaliar como estes dois sistemas de defesa antiaérea se distinguem ou em que são semelhantes, se podem ser usados ao mesmo tempo contra alvos iguais ou não. Mas outra coisa é evidente, a política do setor da Defesa do Irã se destina à satisfazer suas próprias necessidades militares, nomeadamente cumprir objetivos estratégicos, o principal dos quais é a defesa das suas fronteiras", disse à Sputnik o especialista iraniano Mahmuud Shoori. Ao mesmo tempo, segundo ele, o Irã precisa de um afluxo de ideias e tecnologias do estrangeiro. É por isso que foi assinado o contrato de fornecimento do S-300. "Pessoalmente não vejo problemas em o Irã continuar comprando sistemas S-300 russos no âmbito do contrato e ao mesmo tempo apresentar a produção de sua indústria militar", acrescentou ele. Segundo o analista, apesar das diferenças na qualidade e funcionalidade destes dois sistemas, eles podem se completar um a outro. Além disso, o analista acrescentou que, em sua opinião, a cooperação técnica militar entre a Rússia e o Irã será continuada. "Pessoalmente acredito que a cooperação técnica militar entre os nossos países será continuada. O objeto de acordos futuros vai depender de muitos fatores, nomeadamente, do desenvolvimento das relações bilaterais entre a Rússia e o Irã", acrescentou ele. Os S-300, análogos aos mísseis Patriot dos Estados Unidos, têm alcance de até 200 quilômetros, o que permitirá ao Irã contar em breve com um escudo antimísseis considerado invulnerável. O contrato de fornecimento dos S-300 ao Irã foi assinado em 2007. No entanto, a sua realização foi suspensa em 9 de junho de 2010 devido à resolução do Conselho de Segurança da ONU que proibiu a entrega ao Irã de armas avançadas, incluindo mísseis e sistemas de mísseis. Em abril do ano passado, o presidente russo Vladimir Putin revogou a proibição de fornecimento de S-300 ao Irã.

segunda-feira, agosto 22, 2016

A Luta 22.08.16

"EUA pretendem enviar 16 caças Lockheed Martin F-35 para o Japão" 22.08.16

O Comando Militar dos EUA tem planos de mandar 16 caças ‘invisíveis’ Lockheed Martin F-35 da quinta geração para o Japão em 2017.
De acordo com a agência japonesa Kyodo, o primeiro lote composto por dez caças será transferido para a base aérea dos fuzileiros navais dos EUA de Iwakuni, na prefeitura de Yamaguchi, em janeiro de 2017, enquanto os restantes aviões chegarão em agosto.O caça-bombardeiro Lockheed MartinF-35 tem três versões. A primeira, a mais simples e mais barata, é o F-35A – um avião da Força Aérea norte-americana que, segundo está previsto, servirá de base para exportações em massa. A segunda – o F-35B – está destinada ao Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA e à Marinha Real Britânica e tem possibilidade de decolagem curta e pouso vertical. Finalmente, a terceira versão – o F-35C – é a aeronave usada pela Marinha estadunidense. Este modelo possui uma área de asa e cauda maior, o que possibilita realizar manobras a baixa velocidade no caso de decolagem a partir de porta-aviões.A produção em massa dos aviões acima mencionados está sendo programada para o ano de 2019.

"Mar do Sul da China : Pequim adverte Japão e EUA para não ultrapassarem linha vermelha" 22.08.16

O embaixador chinês no Japão alerta que Pequim não renunciará à sua soberania sobre o mar do Sul da China, mesmo que isso possa levar a uma guerra entre os dois países.Se navios japoneses participarem em manobras navais com a Marinha norte-americana na região da disputa territorial, isso equivalerá a "ultrapassar a linha vermelha", declarou o embaixador chinês, Cheng Yonghua, em Tóquio. Cheng ameaçou com uma ação militar se o Japão não cumprir o ultimato.O aviso havia sido feito duas semanas antes da decisão desfavorável do Tribunal de Arbitragem de Haia relativamente ao direito de Pequim, que a China considera histórico, sobre estas águas. Segundo a decisão do tribunal, Pequim deve se retirar imediatamente do território disputado.As tensões em torno do território em disputa estão se agravando: um jornal estatal chinês já divulgou um aviso para a Austrália, chamando o país de "alvo ideal para um ataque" e repetiu advertências ao Japão para este evitar uma intervenção.
Enquanto Tóquio continua aumentando a pressão sobre Pequim relativamente à decisão arbitral, apesar de os japoneses não serem parte da disputa, o Japan Times divulgou um artigo sem assinatura afirmando  que "o governo japonês não tem planos para se juntar às operações, no quadro das quais os Estados Unidos enviaram desde Outubro navios de guerra, agora estacionados perto das ilhas artificiais que a China tem construído no mar do Sul da China".A parada de Pequim no Mar do Sul da China é elevada: mais de 40% do trânsito marítimo comercial do mundo passa diariamente por este mar. As suas águas também albergam um dos maiores depósitos marítimos de petróleo e gás natural do mundo. O mar possui ainda a função crítica de prolongamento do alcance militar chinês naquela região.

"Japão aumentará letalidade de seus jatos F-15 em meio a tensões com a China" 22.08.16

Se preparando para anunciar um orçamento militar recorde de 51,7 bilhões de dólares, o Japão planeja dobrar o número de armamentos nos seus caças F-15 a fim de intimidar a vizinha China.O orçamento para o ano fiscal de 2017, que termina em março de 2018, inclui uma série de medidas caras para aumentar significativamente as capacidades militares do país em meio a tensões com os chineses na região. Entre outras coisas, o Japão deve aumentar para 16 o número de mísseis ar-ar em cada um dos seus 200 F-15 e aumentar o tempo de vida dos aviões com um grande programa de modernização.O programa militar proposto, que deverá entrar em vigor ainda neste mês, inclui supostamente também a compra de uma quantidade não revelada de jatos Lockheed Martin F-35 e o desenvolvimento de drones, planejados para entrar em operação só em 2037.

domingo, agosto 21, 2016

A Luta 21.08.16


"Teerã apresenta novo sistema antiaéreo de produção própria" 21.08.16

O Irã apresentou oficialmente neste domingo (21) o novo complexo móvel antiaéreo de sua própria produção, o Bavar 373 (Símbolo de Fé 373), informou a agência Mehr.O complexo é equipado com estação de radar com antena em fase, parecida com a estação de radar russa 96L6. O complexo pode detectar alvos aerodinâmicos e mísseis balísticos a médias e grandes distâncias.
A apresentação do sistema teve lugar durante uma feira na sede da Organização de Indústria Aeroespacial do Ministério da Defesa do Irã e foi destacada pela presença do presidente do país Hassan Rouhani e do ministro da Defesa Hossein Dehghan.Especialistas também informaram sobre o processo de criação do primeiro motor turboreativo iraniano, assim como caças, aviões de transporte, helicópteros e drones. Os militares iranianos haviam anunciado em fevereiro de 2010 o início de criação do seu próprio complexo antiaéreo, que alegadamente tem caraterísticas semelhantes às dos mísseis S-300 russos. Em 20 de agosto o ministro da Defesa do Irã Hossein Dehghan informou que Teerã já recebeu a maior parte dos S-300 russos encomendados e está a espera de fornecimento da parte restante dentro de um mês. Os S-300, análogos aos mísseis norte-americanos Patriot, têm alcance de até 200 quilômetros, o que permitirá ao Irã contar em breve com um escudo antimísseis considerado invulnerável.
O contrato de fornecimento de sistemas S-300 ao Irã foi assinado em 2007. Porém, a sua execução foi suspensa por causa da Resolução 1929, aprovada em 9 de 2010 pelo Conselho de Segurança da ONU e que proibiu a entrega ao Irã de armamentos modernos, inclusive mísseis e sistemas de mísseis. Mais tarde, devido ao progresso nas negociações sobre o programa nuclear iraniano, a proibição foi levantada, tendo o contrato entrado novamente em vigor em novembro do ano passado.

explode a luta popular no Chile 21.08.16








sexta-feira, agosto 19, 2016

A Luta 19.08.16

"Por que Japão aumenta seu orçamento militar?" 19.08.16

Japão: últimos esforços para resistir à órbita chinesa
http://resistir.info/crise/geab_49.html
O governo japonês pretende apresentar o maior orçamento militar da história do país no ano fiscal de 2017.As informações são do canal de televisão japonês NHK.Segundo alguns jornais anônimos japoneses, os gastos na área de defesa no ano de 2017 serão 2,3 vezes superiores, chegando ao valor de 51,6 bilhões de dólares.O motivo de o Japão proceder desta forma está ligado aos testes de mísseis realizados pela Coreia do Norte. Recentemente um míssil balístico, com alcance de até mil quilômetros, chegou até a zona econômica exclusiva do Japão.
Segundo o NHK, o país pretende gastar 1.05 bilhões de dólares para reforçar sua defesa antimíssil por conta dos complexos de mísseis de defesa antiaérea Patriot, PAC-3.Está prevista também, a compra de novos mísseis antiaéreos teleguiadosSM-3 Block IIA dos EUA com altitude máxima de voo de mil quilômetros. Segundo os planos, estes mísseis serão instalados em navios militares com sistema de alerta prévia Aegis. 
Segundo o jornal japonês Nikkei, no outono deste ano, estes mísseis passarão por testes nas proximidades das ilhas do Havaí, enquanto sua produção será lançada em 2017.O submarino que o Japão planeja elaborar será capaz de levar a bordo mísseis com alcance de 300 quilômetros e será posicionado perto das ilhas disputadas de Senkaku até 2023, informa o jornal japonês Sankei Shimbun.Espera-se que desta forma o Japão fortaleça suas posições na disputa territorial com a China no mar da China Oriental.O próximo ano fiscal do Japão terá início em abril de 2017.Vale notar que os gastos militares japoneses começaram a crescer em 2013 assim que o atual primeiro-ministro Shinzo Abe retornou ao poder em dezembro de 2012.
"O segredo do milagre económico da China:O governo possui os bancos e não o inverso"
"O significado da pressão chinesa por uma nova divisa mundial de reserva "
"A venda de R $ 30 bilhões em armas para a Arábia Saudita deve ser visto no contexto mais amplo.vendas para um número de aliados dos Estados Unidos foram recentemente anunciadas, incluindo Israel, Índia, Coréia do Sul, Austrália, Taiwan, Georgia. Este reforço militar é dirigido contra o Irã, assim como a Rússia e a China"
"O contrato de 60 bilhões em armas entre Estados Unidos e Arábia Saudita é dirigida contra o Irã.. Afinal,Israel não se opôs ao negócio"
O papel do ouro no sistema monetário internacional.O que fazem a Índia e a China que a Malásia não faz?
Política Energética na Eurásia: os EUA estão sendo cerceados?
Aliança militar global para cercar a Rússia e a China
EUA promovem parceria militar no Extremo Oriente e na orla do Pacifico
Estados Unidos em espionagem no mar da china http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=12766
O grande dragão desperta:china desafia hegemonia americana
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=11638

"Rússia instala bombardeiros em base iraniana que EUA podiam usar antes de 1979" 19.08.16

 Os EUA não ficaram contentes por a Rússia ter expandido sua cooperação militar até Teerã permitir que Moscou enviasse seus bombardeiros para missões antiterroristas na Síria a partir do aeródromo de Hamadã, um passo sem precedente para o Irã."Washington descreveu a colocação como 'infeliz'. É provável que os EUA tivessem o direito de usar a base antes da Revolução Islâmica de 1979", disse a publicação alemã Stuttgarter Zeitung. Em 15 de agosto, um número desconhecido de bombardeiros de longo alcance Tu-22M3 e Su-34 partiu do aeródromo de Mozdok, na Ossétia do Norte, e aterrissou na base aérea de Hamadã.Os bombardeiros russos instalados no Irã realizaram nesta semana alguns ataques intensos contra o Daesh e a Frente al-Nusra na Síria. Os Tu-22M3 e Su-34 eliminaram posições, armazéns e equipamentos terroristas nas províncias sírias de Deir ez-Zor, Aleppo e Idlib.O diário alemão acrescentou que a operação antiterrorista russa é um passo intermediário a caminho de atingir o objetivo maior de estabelecer uma presença naval no mar Mediterrâneo e no golfo Pérsico."No médio prazo, Moscou quer criar um contrapeso para a Sexta Frota dos EUA, que domina o leste do mar Mediterrâneo. No longo prazo, a Rússia também planeja cobrir o golfo Pérsico, onde está baseada a Quinta Frota dos EUA".
A Bolsa de Petróleo do Irã ameaça o dólar
Armada americana fecha o cerco contra o Irã
"O contrato de 60 bilhões em armas entre Estados Unidos e Arábia Saudita é dirigida contra o Irã.. Afinal,Israel não se opôs ao negócio"
“ação militar contra o Irã:Impacto e Efeitos"
Poderia a Marinha dos EUA ser derrotado pelo Irã no Golfo Pérsico?
'EUA constrói hospitais militares na Geórgia, se prepara para a guerra com o Irã "
Irã: A possível batalha pelo Estreito de Ormuz
Encruzilhadas Perigosas: A ameaça de uma guerra nuclear preventiva dirigida contra o Irã
"A guerra israelense é financiada pela Arábia Saudita"
“Rússia e Arábia Saudita estão finalizando uma série de acordos sobre a venda de helicópteros, blindados e sistemas de defesa aérea"
"A venda de R $ 30 bilhões em armas para a Arábia Saudita deve ser visto no contexto mais amplo.vendas para um número de aliados dos Estados Unidos foram recentemente anunciadas, incluindo Israel, Índia, Coréia do Sul, Austrália, Taiwan, Georgia. Este reforço militar é dirigido contra o Irã, assim como a Rússia e a China"
"O contrato de 60 bilhões em armas entre Estados Unidos e Arábia Saudita é dirigida contra o Irã.. Afinal,Israel não se opôs ao negócio"

"Países Baixos podem sair da UE para levantar sanções contra Rússia" 19.08.16

Internacionalização do Yuan, abertura da Arábia Saudita, explosão da UE: 
os três últimos sustentáculos do dólar entram em colapso
A União Europeia e o Euro serviram para enriquecer a Alemanha
"O mito de que é a Alemanha que financia a União Europeia"
“A União Europeia na encruzilhada em 2010:
cúmplice ou vítima do afundamento do dólar?”
Do golpe de Estado da Eurozona ao isolamento trágico do Reino Unido
Colapso na União Europeia
O partido para a Liberdade, que é a terceira força política nos Países Baixos, está elaborando um projeto de Nexit, referendo análogo ao do Brexit.Caso o povo holandês tome a decisão a favor da saída da União Europeia, o país quer levantar as sanções antirrussas, informou o jornal russo Izvestia citando o líder do partido Geert Wilders.O político chamou de prioridade o restabelecimento das relações com a Rússia de um país que é tradicionalmente comercial, destacando que graças à cooperação com Moscou a Holanda se tornará mais forte em termos econômicos."A União Europeia é um monstro expansionista que não deve impor a sua vontade sobre os Países Baixos", sublinhou Wilders. Alguns países da União Europeia já se expressaram a favor de terminar com as sanções contra a Rússia. Como exemplo podem ser referidos a Assembleia Nacional da França, parlamentos regionais da Itália, o parlamento do Chipre e deputados da Alemanha, Bélgica, Hungria e Grécia. Em julho de 2016, o Conselho Europeu prorrogou as sanções contra a Rússia até 31 de janeiro de 2017, associando a abolição de sanções a uma implementação completa dos acordos de Minsk. Moscou chamou este passo de "continuação da política imprevidente da UE", destacando que o Ocidente se arrisca perder seu nicho em uma série de segmentos do mercado russo.

quinta-feira, agosto 18, 2016

A Luta 18.08.16


"Coreia do Norte pode destruir bases americanas no Pacífico" 18.08.16

A Coreia do Norte vai destruir as bases norte-americanas no Pacífico, caso os EUA se atrevam a atacar, advertiu o Ministério das Relações Exteriores norte-coreano."A situação na península da Coreia entrou em uma fase extremamente perigosa, porque os EUA não deixam de aumentar as capacidades das armas nucleares que apontam contra a República Popular Democrática da Coreia", disse um porta-voz do ministério em uma declaração consultada pela RIA Novosti. O diplomata afirmou que, "se os Estados Unidos <…> se atreverem a dar um passo insensato, todas suas bases militares na região do Pacífico, incluindo a da ilha de Guam, não conseguirão evitar a destruição em um ataque total do nosso exército."
Anteriormente, o Comando do Pacífico dos EUA (Uspacom) informou que os bombardeiros estratégicos B-52 Stratofortress, B-1 Lancer e B-2 Spirit realizarão pela primeira vez operações conjuntas na área, e que os B-1 Lancer serão colocados provisoriamente na base aérea de Andersen, em Guam, onde já se encontram outros bombardeiros de longo alcance.
Para o Ministério das Relações Exteriores norte-coreano, "é um sinal muito preocupante que os EUA tenham colocado três tipos de bombardeiros estratégicos em Guam, seu posto avançado da Ásia-Pacífico, na véspera dos exercícios Ulji Freedom Guardian ".Os EUA e Coreia do Sul planejam começar, no dia 22 de agosto, o treinamento anual Ulji Freedom Guardian que vai durar duas semanas.A presença de porta-aviões e submarinos americanos com armas nucleares perto da península da Coreia e a implantação do sistema antimíssil THAAD, na Coreia do Sul, apontam para que "os planos norte-americanos de um ataque nuclear preventivo contra a Coreia do Norte entram em uma perigosa fase prática", declarou o diplomata norte-coreano.

"Revelados documentos sobre ogivas nucleares secretas dos EUA na Islândia" 18.08.16

A mídia descobriu que os EUA tiveram planos de implantar ogivas nucleares na Islândia clandestinamente.Nos documentos secretos, divulgados no âmbito do projeto "Arquivo Nacional de Serviços de Segurança", afirma que os Estados Unidos fizeram planos de colocar ogivas nucleares na Islândia na década de 1950. Como escreve o Popular Science, Washington nem quis levar ao conhecimento das autoridades islandesas os seus planos.De acordo com os documentos, a Islândia sempre exigiu garantias de que não terá armas nucleares no território do país. No entanto, o Departamento de Estado dos EUA considerou que tais garantias só beneficiariam a União Soviética. O Pentágono, entretanto, continuou elaborando planos de implantação de armas nucleares. No entanto, as autoridades da Islândia souberam das intenções e ameaçaram sair da OTAN. Somente após o ultimato os norte-americanos reconheceram que a instalação oculta de armas nucleares na Islândia teria mais contras do que prós.

"EUA não confiam mais na Turquia e deslocam armas nucleares para a Romênia" 18.08.16

Os EUA começaram a deslocar munições nucleares da Turquia para a base Devesel na Romênia, informou na quinta-feira (18) o jornal on-line belga EurActiv citando fontes."Os EUA começaram a deslocar armas nucleares da Turquia para a Romênia em meio a relações deterioradas entre Washington e Ancara", informou a publicação. De acordo com a edição, a operação é difícil "tanto em termos técnicos, como políticos". "Não é fácil transportar 20 bombas nucleares", cita uma das fontes do EurActiv.Na base aérea Incirlik na Turquia, que fica a 100 km da fronteira síria, são deslocados cerca de 50 unidades de armas nucleares táticas desde o período da Guerra Fria. Estes dados não foram confirmados.Durante tentativa fracassada de golpe de estado na Turquia, na noite de 16 de julho, foi detido um comandante de uma base que tinha relação com o golpe e foram proibidas temporalmente decolagens e aterrissagens de aviões da Força Aérea dos EUA, que seriam realizadas na base anteriormente citada.Segundo fonte do EurActiv, despois da tentativa de golpe, as relações entre Turquia e EUA se deterioram de tal forma, que os EUA não querem mais guardar armas nucleares em território turco.A nova base, para onde foram deslocadas as armas nucleares, fica na Romênia e é um local com escudo antimíssil que provoca indignação da Rússia, destacou a publicação.

quarta-feira, agosto 17, 2016

A Luta 17.08.16

"Se BRICS renunciarem ao dólar isso pode levar a consequências geopolíticas catastróficas" 17.08.16

Os BRICS e a ficção da "desdolarização"
O potencial econômico dos chamados países emergentes não está esgotado, afirma o especialista alemão em finanças Ernst Wolff em entrevista à Sputnik Alemanha.Os países dos BRICS – o Brasil, a Rússia, China, Índia e África do Sul – já são atores sérios na economia global. Consequentemente, o dólar está sob pressão. As consequências geopolíticas desse fato podem ser dramáticas.Na opinião do especialista, os países BRICS possuem um grande potencial em termos de recursos humanos e naturais, mas a maior parte deste potencial é usado não por estes países, mas por grandes consórcios que retiram as receitas das commodities para fora do país. O interesse principal das grandes corporações internacionais é ter mão-de-obra barata."O problema principal é que o lucro, passando através destes consórcios, volta para os países desenvolvidos. Isso significa que o potencial destes países está todos os dias sendo sugado", explicou Wolff.Quanto à economia chinesa, o especialista concorda que é impressionante, mas afirma que é difícil compará-la com outras. "Agora a China é o maior parceiro comercial de 170 países. Em comparação, os EUA são o maior parceiro somente de 70 países. Mas a China está dependente das exportações. O que é também importante é que o crescimento de sua economia depende completamente de créditos. E o nível da economia de créditos na China é mais duvidoso que o nosso. Além disso, a China sofre de muitas lacunas, por exemplo, no mercado imobiliário <…>", disse ele en entrevista à Sputnik Alemanha. Apesar de tudo isso, disse o especialista alemão, nos últimos anos a China provavelmente atingiu os EUA em termos de poder econômico.Segundo Wolff, a economia da Rússia está no caminho de recuperação. A situação russa é melhor que no Brasil ou África do Sul. O preço do petróleo é muito importante para a Rússia.

"O que é também importante para a Rússia é que realiza uma política externa ponderada, intensifica as relações comerciais com a China e outros países. Graças a tudo isso, a sua posição nos mercados melhorou muito", destacou o economista. Na opinião de Wolff, o Brasil está passando pela pior crise econômica nos últimos 100 anos. "O país está em recessão já por três anos, os salários estão caindo, o desemprego é de 11%. Todos estes problemas sociais não surgiram do nada. Graças à Olimpíada, a realidade social está um pouco suavizada. A realidade que está por trás disso no Brasil não parece ser boa", afirmou. Quanto ao Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS, o especialista em finanças sublinhou que a entidade começa a ganhar peso na economia mundial e que os norte-americanos já estão insatisfeitos com isso. "O problema é que o Novo Banco de Desenvolvimento funciona no sistema do dólar. Há que lembrar que o sistema financeiro mundial é o sistema do dólar. A única organização em todo o mundo que tem o direito de imprimir dólares é o Banco de Reserva Federal dos Estados Unidos. Durante os últimos anos os norte-americanos conseguiram submeter todo o mundo".Wolff explicou que a criação de outro sistema financeiro é o pior pesadelo dos EUA e eles por isso tentam evitar que isso aconteça. Os norte-americanos fazem tudo preservar o seu sistema. "Houve algumas tentativas de sair fora deste sistema e elas acabaram em derramamento de sangue. Saddam Hussein, por exemplo, queria vender o petróleo não em dólares mas em euros. Muammar Kadhafi queria introduzir uma moeda coberta por reservas de ouro. Isso levou o que ambos já não estejam entre os vivos", disse Wolff. Além disso, o especialista comentou os progressos em relações russo-turcas. No encontro em São Petersburgo, disse Wolff, os dois líderes acordaram realizar comércio em rublos e liras. É um tipo de declaração de guerra contra os EUA parecida com a de Hussein e Kadhafi. As consequências devem ser interessantes, concluiu o especialista alemão.